Acordo entre EUA e Irã pode reabrir Estreito de Ormuz e reduzir preços de energia, segundo diretor da Casa Branca.

Acordo com Irã pode abrir espaço para Fed cortar juros, diz Hassett

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, abordou, em entrevista ao programa Sunday Morning Futures da Fox News, a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã que poderia reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para a circulação do petróleo mundial. Segundo ele, essa reabertura poderia levar à queda dos preços de energia, ajudando a amenizar a inflação e permitindo ao Federal Reserve (Fed) considerar a redução das taxas de juros.

Hassett mencionou que já são percebidos sinais de cautela no mercado, com compradores adiando novas aquisições de petróleo em função da expectativa de uma queda significativa nos preços. Ele destacou a importância desse acordo, citando a declaração do presidente Donald Trump sobre negociações com Teerã de maneira “ordenada e construtiva”. Atualmente, os preços da gasolina nos EUA superam US$ 4,50 por galão, enquanto o barril de petróleo é cotado próximo a US$ 100.

O diretor ainda contou que há petróleo represado na região e que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão prontos para aumentar a produção. De acordo com ele, a normalização do fluxo de petróleo nesse contexto pode liberar uma oferta significativa no mercado. Além disso, Hassett destacou que, embora a energia seja um fator relevante para a inflação, outros elementos como desregulação e crescimento de investimentos também impactam nos preços.

Com a expectativa de uma queda nos preços de energia, Hassett sugeriu a possibilidade de “inflação negativa”, o que abriria espaço para o Fed aplicar cortes nas taxas de juros. As declarações de Hassett foram dadas após Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, e o diretor expressou confiança na capacidade do novo dirigente em conduzir a entidade de forma independente, focando em dados econômicos.