Flávio Bolsonaro denuncia perseguição política e critica o uso do aparato estatal em discurso na Marcha dos Prefeitos.

Sem explicar encontro com Vorcaro, Flávio se diz ‘perseguido’ a plateia de prefeitos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, denunciou, durante um discurso na Marcha dos Prefeitos, que está sendo alvo de perseguições políticas. Ele afirmou que há um uso “do aparato estatal” contra ele, sem mencionar os laços revelados com Daniel Vorcaro, do banco Master, após a divulgação de mensagens e áudios. Flávio pautou seu discurso na importância de resolver os problemas do Brasil pela política, enfatizando seu desejo de um futuro próspero para as gerações seguintes.

A crítica ao PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi um dos pontos altos de sua fala. O senador reiterou que, se for eleito, promoverá uma anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ele proclamou que pretende encerrar “a era do ódio” a partir de 2027, promovendo um governo baseado na harmonia entre os Poderes e respeito à Constituição.

Além disso, em uma reunião com parlamentares do PL, Flávio admitiu ter visitado Vorcaro em 2025, quando este estava em prisão domiciliar. O site Intercept Brasil havia revelado recentemente detalhes sobre acordos financeiros entre Flávio e Vorcaro, relacionados ao filme “Dark horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente. O acordado entre as partes envolvia aportes significativos, dos quais parte já havia sido efetivada.