Mercados em Nova York enfrentam queda enquanto investidores aguardam resultados corporativos e monitoram a guerra entre EUA e Irã.

Os índices futuros das bolsas de Nova York apresentaram queda na noite do último domingo, dia 17, seguindo uma semana em que alcançaram recordes históricos. Os investidores demonstram cautela enquanto aguardam os resultados trimestrais da Nvidia, Target e Walmart, além de monitorarem o conflito entre EUA e Irã. O Dow Jones Industrial Average caiu 114 pontos (0,2%), enquanto S&P 500 e Nasdaq-100 recuaram cerca de 0,1%. Por outro lado, os preços do petróleo mostraram alta, com o West Texas Intermediate (WTI) subindo 1,8% para US$ 107,26 por barril e o Brent aumentando 1,5% para US$ 110,67.
A temporada de divulgação de resultados se dá em um cenário delicado. Na semana anterior, tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq atingiram novas máximas, enquanto o Dow Jones superou brevemente os 50.000 pontos. Contudo, a incerteza em relação ao fim do conflito no Irã continua a impactar os mercados, provocando preocupações sobre taxas de juros mais altas e crescente inflação. Na sexta-feira, o S&P 500 registrou sua maior queda desde março, acompanhada por um aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
A situação geopolítica também contribuiu para um clima de instabilidade. Reportagens indicam que as negociações para o fim da guerra ainda estão distantes, com os EUA sendo acusados de não oferecer concessões concretas. A pressão sobre os preços do petróleo pode se intensificar devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, o que poderá elevar ainda mais os índices de inflação e afetar a confiança de consumidores e investidores.
Além disso, analistas como Jeffrey Gundlach afirmam que não se esperam cortes nas taxas de juros na próxima reunião do Federal Reserve. Os dados econômicos recentes mostram uma pressão inflacionária crescente, o que pode impactar as decisões de política monetária. Em meio a essa incerteza, a corrida global por produtos manufaturados destaca as preocupações sobre futuros desafios no fornecimento de energia e seus possíveis efeitos sobre a economia.