Lula acredita que sua relação com Trump pode ajudar a atrair investimentos e garantir respeito à democracia brasileira.

Em entrevista ao The Washington Post, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que sua relação pessoal com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pode ser um trunfo para atrair investimentos americanos ao Brasil, além de facilitar a diminuição de tarifas e sanções. Lula comentou que se teve sucesso em fazer Trump rir, acredita ser capaz de conquistar outros benefícios. O encontro entre os dois ocorreu no dia 7 de setembro na Casa Branca.
Durante a conversa, Lula abordou o atual conflito entre os Estados Unidos e o Irã, reafirmando sua posição contrária à guerra. Ele também expressou discordância em relação à intervenção americana na Venezuela e condenou o que chamou de genocídio na Palestina. Contudo, enfatizou que essas divergências não prejudicam a relação política com Trump. “O que quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito”, afirmou.
Lula revelou que entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear de 2010, negociado entre Brasil, Turquia e Irã, que foi rejeitado por países ocidentais. Ele se dispôs a ajudar na mediação de diálogo, buscando demonstrar que a narrativa sobre o Irã tentando desenvolver armas nucleares não é verdadeira. Além disso, o presidente brasileiro deixou claro que não tem a intenção de criar divisão entre Trump e Jair Bolsonaro, mas vê a relação com o republicano como uma oportunidade de mitigar ações da família Bolsonaro no cenário internacional.
Por fim, Lula mencionou que não faria esforços para que Trump deixasse de gostar de Bolsonaro, ressaltando que a percepção de que ele é um líder superior ao ex-presidente brasileiro já é conhecida por Trump.