Pressão sobre Keir Starmer aumenta com possíveis candidaturas à liderança do Partido Trabalhista.

A pressão sobre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, intensificou-se nesta quinta-feira, 14, com a possibilidade de uma candidatura à liderança do Partido Trabalhista pelo secretário de Saúde, Wes Streeting. Aliados de Streeting indicaram que ele já teria reunido o apoio necessário entre parlamentares do partido para desafiar Starmer. Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, comentou que Starmer deveria considerar sua continuidade no cargo, após as recentes perdas do Partido Trabalhista em eleições locais, apontando para uma insatisfação crescente com a gestão.
Rayner destacou em entrevista que o partido sofreu um “golpe severo” do eleitorado e sugeriu que mudanças podem ser necessárias. Embora não tenha pedido explicitamente a renúncia de Starmer, suas declarações sugerem descontentamento com a atual liderança. Em resposta, Starmer reafirmou sua determinação em permanecer no cargo, advertindo que uma luta interna pela liderança poderia levar o país ao “caos”, especialmente em tempos de crise.
Apesar das pressões políticas, Starmer recebeu um suporte temporário com dados econômicos que mostraram um crescimento de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no primeiro trimestre do ano. A ministra das Finanças, Rachel Reeves, ressaltou que tais números indicam que as políticas do governo estão surtindo efeito, pedindo cautela em relação a instabilidades.
Além disso, houve melhorias nos indicadores do Serviço Nacional de Saúde (NHS), com a redução das filas de espera por consultas por cinco meses consecutivos, o que é um ponto importante para Streeting, que tem concentrado esforços na área. No cenário atual, outros nomes, como o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, também são mencionados como possíveis candidatos à liderança do Partido Trabalhista.