CSN Mineração registra lucro de R$ 222 milhões no 1º tri de 2026, revertendo prejuízo do ano anterior.

A CSN Mineração (CMIN3) reportou um lucro líquido de R$ 222 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo a perda de R$ 357 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. O Ebitda Ajustado alcançou R$ 1,420 bilhão, apresentando uma leve queda de 0,5% em relação ao ano passado. Contudo, a receita líquida foi de R$ 3,165 bilhões, refletindo uma diminuição de 7,2% em comparação aos três primeiros meses de 2025. As vendas de minério de ferro totalizaram 9,636 milhões de toneladas, com resultado praticamente estável em relação às 9,640 milhões do ano anterior.
No que diz respeito ao endividamento, a empresa reportou uma dívida líquida de R$ 683 milhões, uma redução de 5,8% em relação ao quarto trimestre de 2025. A alavancagem da companhia, medida pela proporção de Dívida Líquida/Ebitda, permaneceu inalterada em 0,11 vez entre os períodos analisados. O resultado financeiro foi negativo em R$ 626 milhões, representando uma redução de 52,4% em comparação ao prejuízo de R$ 1,315 bilhão do primeiro trimestre de 2025.
A CSN Mineração também observou uma diminuição nos investimentos, que somaram R$ 431 milhões, registrando uma queda de 51,3% em relação ao trimestre anterior. Entretanto, em comparação anual, houve um aumento de 14,3%, o que se alinha com a execução de projetos estruturantes que visam melhorar a eficiência operacional e a infraestrutura da companhia.
A empresa destacou um ambiente equilibrado no mercado transoceânico de minério de ferro, com preços estabilizados, apesar da demanda de aço na China estar em um cenário menos robusto e do aumento dos custos globais de combustíveis devido a conflitos no Oriente Médio. Durante o trimestre, a recomposição de estoques pelas siderúrgicas chinesas e a oferta global disciplinada influenciaram essa estabilidade nos preços, ainda que os valores tenham sido levemente inferiores aos do trimestre anterior.