Alcolumbre não aplaude advogado-geral da União durante posse de novo presidente do TSE.

Ao lado de Lula e autoridades no TSE, Alcolumbre decide não aplaudir Messias

Durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi o único membro da mesa solene que não aplaudiu o advogado-geral da União, Jorge Messias. A salvação de palmas foi iniciada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, que fez questão de reconhecer o trabalho do AGU em seu discurso.

Os aplausos a Messias duraram 30 segundos, enquanto Alcolumbre, sentado ao lado do presidente Luiz Inácio da Silva, se manteve estático. Simonetti enfatizou a importância da advocacia, destacando seu carinho por Jorge Messias, que recentemente enfrentou uma rejeição no Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, uma votação considerada desfavorável por muitos no entorno do presidente Lula.

Nos bastidores, acredita-se que a rejeição de Messias foi influenciada por Alcolumbre, que manifestou sua insatisfação com a escolha do presidente. O senador preferia o nome de Rodrigo Pacheco, seu antecessor, o que levantou tensões sobre sua interferência nas votações. Informações indicam que, no dia da sabatina, Alcolumbre teria contatado senadores para pedir votos contrários a Messias.

Além disso, durante a sessão, Alcolumbre foi ouvido ao cochichar a Jaques Wagner, líder do governo no Senado, uma previsão de que o candidato do governo enfrentaria dificuldades. A fala do presidente do Senado foi captada pela transmissão, gerando ainda mais polêmica em torno da sua postura no evento.