Racha na direita bolsonarista em SP se intensifica após escolha de André do Prado como pré-candidato ao Senado pelo PL.

A escolha do Partido Liberal (PL) pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, como pré-candidato ao Senado, intensificou as fricções dentro da direita bolsonarista no estado. Nos últimos dias, Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, tem se manifestado nas redes sociais contra essa indicação, especialmente em conversas com Eduardo Bolsonaro e seus aliados.
A polêmica teve início com a confirmação de Prado, que recebeu apoio de Eduardo, embora inicialmente ele buscasse um candidato mais alinhado aos ideais do partido. Após negociações com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Eduardo decidiu apoiar Prado, enquanto se declarou como potencial suplente. Salles, por sua vez, criticou essa aliança, questionando a integridade da decisão e chamando atenção para a proximidade de Eduardo com o que considera “turma corrupta”.
O intercâmbio de críticas entre os membros gerou um clima hostil, com Gil Diniz e Mário Frias, do PL, defendendo Eduardo e atacando Salles. Este último, por sua vez, se afastou do debate por um momento, alegando que não responderia a “puxa-sacos”. A disputa revela a complexidade das alianças políticas em jogo em São Paulo, com Salles indicando que retiraria sua pré-candidatura caso Eduardo passasse a defender um nome mais alinhado aos interesses de Jair Bolsonaro.
A situação se complica ainda mais com a perspectiva do Novo lançar Salles como candidato, o que congestionaria a disputa por votos à direita e potencialmente abriria espaço para candidatos do centro e da esquerda. A divisão interna acirra a competição entre os grupos, refletindo as dificuldades do PL em manter uma frente unida em um cenário político polarizado.