Preços do petróleo sob pressão devido ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz.

O mercado de petróleo enfrenta uma situação crítica, caracterizada por uma “corrida contra o tempo”, de acordo com análise do Morgan Stanley. A incerteza em torno do fechamento do Estreito de Ormuz até junho pode pressionar ainda mais os preços, que já têm dificuldades em superar os níveis atingidos em 2022, apesar da perda significativa de quase 1 bilhão de barris. Os analistas destacam que o mercado conseguiu resistir até agora por conta de amortecedores, como o aumento das exportações de petróleo bruto dos Estados Unidos e uma redução nas importações pela China.
Desde o início da guerra entre Irã e EUA, os preços do petróleo dispararam, porém ainda não atingiram os picos registrados após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O Morgan Stanley acredita que, se o Estreito for reaberto a tempo, o impacto sobre os preços será mitigado. No entanto, caso o fechamento se prolongue, há uma expectativa de aumentos significativos nos preços do petróleo. O Dated Brent, um marcador físico de petróleo, está projetado para ser negociado a US$ 110 por barril neste trimestre, com projeções que podem chegar a até US$ 150 em um cenário otimista.
Além disso, um aumento nas exportações dos EUA, que subiram em 3,8 milhões de barris por dia, junto com uma redução de 5,5 milhões de barris por dia nas importações chinesas, ajudaram a evitar um aperto maior no mercado. No entanto, analistas alertam que, mesmo que a situação no Estreito melhore rapidamente, as dificuldades logísticas e de produção poderão resultar em uma nova escassez significativa de oferta até o final de 2026.
Por essa razão, o cenário continua sendo de incerteza, e a evolução do fechamento do Estreito de Ormuz será fundamental para determinar as próximas movimentações no mercado petrolífero global.