Taxas dos DIs recuam após dados de emprego nos EUA superarem expectativas, impulsionando ativos de risco.

Juros futuros caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram queda no final da tarde de sexta-feira, refletindo uma correção em relação aos ganhos do dia anterior. A taxa do DI para janeiro de 2028 foi ajustada para 13,605%, em comparação aos 13,644% da sessão anterior. Já a taxa para janeiro de 2035 caiu de 13,782% para 13,71%. Essa tendência de recuo acompanha a queda nos rendimentos dos Treasuries, influenciada por dados robustos de emprego nos Estados Unidos.

O relatório de empregos dos EUA, divulgado na manhã de sexta-feira, mostrou a criação de 115 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase o dobro do previsto por economistas. A taxa de desemprego se manteve em 4,3%. Esses dados reduziram as expectativas sobre um possível aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve neste ano, o que também afetou os rendimentos dos Treasuries, que caíram 3 pontos-base, alcançando 4,364%.

Nesse cenário, ativos de risco globalmente ganharam atração, beneficiando o mercado brasileiro. O dólar apresentou queda em relação ao real, enquanto a bolsa brasileira registrou ganhos, impulsionada pela divulgação de balanços corporativos. Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, indicou que a incerteza relacionada ao cenário geopolítico, particularmente envolvendo o conflito entre os EUA e o Irã, continua a ser monitorada, mas a combinação de um cenário externo complexo com um dólar mais fraco acabou favorecendo os DIs e o real.