Vacinação contra a dengue é ampliada para cidadãos de 59 anos em São Paulo a partir de 4 de maio.

A vacinação contra a dengue será ampliada para a população geral de 59 anos em São Paulo, a partir do dia 4 de maio, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Esta é a primeira vez que o imunizante é disponibilizado para a população não vinculada à saúde, além de também ser aplicado em trabalhadores do setor. A vacina utilizada será a Butantan-D, que é a primeira do mundo em dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
O objetivo dessa ampliação é aumentar a proteção dos grupos mais vulneráveis e reforçar a estratégia de combate à dengue em todo o estado. Até o momento, São Paulo recebeu 292.215 doses do imunizante, seguindo um Programa Nacional de Imunização. Entre janeiro e abril de 2026, foram confirmados 33.877 casos da doença, com 13 óbitos. Já no ano anterior, 2025, foram registrados 885.511 casos e 1.133 mortes.
Os dados de eficácia da vacina foram obtidos de um estudo clínico realizado entre 2016 e 2024, que acompanhou mais de 16 mil voluntários em 14 estados. A Butantan-D demonstrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% contra formas graves da dengue. A vacina mostrou-se segura, com reações geralmente leves, e eventos adversos graves foram raros.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que a vacina contra dengue seja administrada isoladamente, sem combinação com outros imunizantes, para evitar complicações na análise de eventos adversos. As vacinas inativadas e outros imunizantes podem ser aplicados após 24 horas, enquanto vacinas atenuadas devem ter um intervalo de pelo menos 30 dias. É fundamental que a população conheça os sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor no corpo, mal-estar e manchas vermelhas na pele.