Homem tenta atentado a tiros durante jantar com Trump, mas é contido pelo Serviço Secreto.

Antes de ataque em jantar com Trump, atirador tirou ‘selfie’ com armas

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou, na última quarta-feira, uma nova imagem de Cole Tomas Allen, suspeito de ter tentado um atentado a tiros durante um jantar com a presença do ex-presidente Donald Trump, realizado no sábado passado. Na imagem, tirada em um hotel, Allen aparece com várias armas, uma faca e munições. Os promotores indicam que ele registrou a “selfie” pouco antes de tentar acessar o evento.

De acordo com as autoridades, Allen se preparou para o ataque ao acompanhar a cobertura do jantar durante meia hora e, em seguida, desceu em direção ao salão onde o evento ocorria. Ele abandonou um casaco que ocultava uma espingarda e, em seguida, tentou atravessar um detector de metais, exibindo a arma para os policiais. Após troca de tiros com o Serviço Secreto, ele foi contido e não conseguiu entrar no jantar, que não teve outros feridos, exceto um agente que foi baleado, mas protegido por um colete.

O juiz federal Matthew J. Sharbaugh informou a Allen que ele enfrentará acusações de tentativa de assassinato de Trump e outros delitos relacionados ao uso de armas. Caso seja condenado, poderá receber uma pena de prisão perpétua, além de outras acusações que podem resultar em penas de até 10 anos. Allen, residente em Torrance, Califórnia, é descrito como um professor particular e desenvolvedor amador de videogames.

As investigações também analisam um texto atribuído a Allen, que refere-se a motivos políticos e menciona funcionários do governo como potenciais alvos. O bilhete, que parece indicar uma intenção direcionada, classifica as vítimas por prioridade, deixando claro um foco nas ações do governo.