Senador Alessandro Vieira é processado por danos morais após alegações sobre ligação financeira entre escritório de advocacia e PCC.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou, nesta terça-feira, 28, que enfrenta um processo por danos morais movido pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, vinculado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação foi iniciada pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e por seus filhos, que solicitam uma indenização de R$ 20 mil cada.
Os autores do processo alegam que Vieira ofendeu a honra e a imagem do escritório ao afirmar, em uma entrevista à SBT News, que o escritório recebeu pagamentos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em sua defesa, o senador esclareceu que seus comentários estavam relacionados a investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, da qual foi relator, e que não fez nenhuma atribuição direta entre o PCC e o escritório.
Vieira reiterou que os dados que apresentou referem-se a um fluxo financeiro investigado, e não a uma conexão direta entre o escritório e atividades criminosas. Ele destacou que o Barci de Moraes Sociedade de Advogados recebeu mais de R$ 80 milhões do Banco Master, que, segundo ele, está vinculado a um grupo criminoso, embora o escritório tenha contestado a veracidade dessas informações.
O senador qualificou o processo como uma tentativa de intimidação e expressou preocupações sobre um quadro mais amplo de ameaças às vozes críticas dentro do sistema judiciário. Em suas declarações, Vieira também mencionou que a circulação de recursos entre grupos ligados ao banco e familiares do ministro do STF levanta questões éticas e legais sobre os serviços prestados pelo escritório àquela instituição financeira.