Kevin Warsh, indicado para chefiar o Federal Reserve, deseja uma “boa briga de família” nas políticas monetárias, reforçando a resistência a cortes nas taxas de juros esperados por Donald Trump.

Kevin Warsh, indicado para liderar o Federal Reserve (Fed), afirmou que deseja ter uma “boa briga de família” nas discussões sobre política monetária ao assumir o cargo. Suas intenções de, eventualmente, cortar acentuadamente as taxas de juros enfrentam resistência, especialmente com a expectativa do presidente Donald Trump. Atualmente, cerca de metade das 19 autoridades do Fed é considerada “hawkish”, focando mais na inflação do que no fortalecimento do mercado de trabalho, dificultando a aprovação de reduções nas taxas.
Warsh manifestou sua visão sobre o mercado de trabalho durante a audiência de confirmação, destacando que a economia opera próxima ao pleno emprego. No entanto, especialistas têm expressado preocupações sobre a fragilidade do mercado, apontando para dados baixos de contratações e um envelhecimento da força de trabalho. Apesar disso, muitos membros do Fed acreditam que o mercado esteja equilibrado.
Sobre inflação, Warsh mencionou uma leve melhora no último ano, embora várias autoridades do Fed estejam preocupadas com os impactos das tarifas de importação e a volatilidade dos preços do petróleo. O índice de preços subjacente está em torno de 3,2%, acima da meta de 2% do Fed, o que gera debate entre os membros sobre a relevância dessa meta.
Na política de juros, a expectativa é que os juros permaneçam na faixa de 3,50% a 3,75%. Warsh não se comprometeu com cortes imediatos e privilegiou uma abordagem cuidadosa em relação à orientação futura das decisões do Fed. Além disso, destacou a importância de uma discussões sobre o balanço patrimonial, que deve ser considerado em conjunto com as taxas de juros. No debate sobre a inteligência artificial, Warsh acredita que ela pode potencialmente aumentar a produtividade econômica no longo prazo, embora as pressões inflacionárias sejam uma preocupação imediata.