Bancos centrais do G7 devem manter taxas de juros inalteradas em meio a preocupações com a inflação elevada pela guerra no Irã.

Formuladores de políticas monetárias nos Estados Unidos e no G7 devem optar por manter as taxas de juros inalteradas nesta semana, enquanto monitoram de perto os impactos da alta dos preços de energia sobre a inflação. As decisões, que ocorrerão em Washington, Ottawa, Londres, Frankfurt e Tóquio, são amplamente esperadas e refletem uma postura cautelosa em meio a tensões geopolíticas, especialmente relacionadas à guerra no Irã.
Na terça-feira, o Banco do Japão será o primeiro a se pronunciar, embora autoridades tenham sugerido que um aumento de juros pode ser adiado. Quarta-feira será marcado por decisões do Federal Reserve e do Banco do Canadá, enquanto o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu devem seguir uma linha similar na quinta-feira. Embora as condições domésticas sejam primordiais, a situação no Estreito de Hormuz também pode influenciar as políticas monetárias.
A onipresente incerteza sobre o futuro do Federal Reserve é outro aspecto relevante, uma vez que a reunião atual pode ser a última de Jerome Powell à frente do banco central. Com a expectativa de que a inflação se intensifique devido às repercussões da guerra no Oriente Médio, as autoridades estão particularmente atentas a sinais de desanexação das expectativas inflacionárias.
Enquanto isso, dados sobre a economia dos EUA devem ser divulgados, apontando um possível crescimento no início do ano. Projeções indicam uma alta de 2,2% no PIB do primeiro trimestre, impulsionada por investimentos empresariais, mas com um pequeno arrefecimento no consumo das famílias. O cenário inflacionário segue complicado, especialmente com a possibilidade de aceleração dos preços devido a fatores globais.