EUA modificam sanções para permitir pagamento de advogado de Nicolás Maduro, preso por tráfico de medicamentos.

Os Estados Unidos anunciaram uma modificação em suas sanções contra a Venezuela, permitindo que o governo venezuelano pague os honorários do advogado de defesa de Nicolás Maduro. Essa decisão foi revelada por meio de um documento judicial na última sexta-feira (24) e representa uma mudança em uma restrição que poderia complicar o processo judicial relacionado ao ex-presidente, que enfrenta acusações de tráfico de medicamentos.
Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69, foram detidos em Caracas no dia 3 de janeiro por forças especiais americanas e estão atualmente aguardando julgamento no Brooklyn, Nova York. Ambos se declararam inocentes das acusações, que incluem conspiração para narcoterrorismo. O advogado de defesa, Barry Pollack, havia argumentado que as sanções impediam o governo venezolano de arcar com os custos legais, violando o direito constitucional de Maduro a assistência jurídica.
Durante uma audiência em março, o juiz Alvin Hellerstein expressou dúvida quanto à justificativa do governo dos EUA para as sanções, que foram defendidas pelo promotor Kyle Wirshba como medidas de segurança nacional. O juiz ressaltou que o direito à defesa legal é fundamental e não deve ser prejudicado.
As sanções contra a Venezuela foram intensificadas durante o governo de Donald Trump, que as classificou como resposta a alegações de corrupção e violação de direitos democráticos por parte do governo de Maduro. O atual relaxamento dessas sanções ocorre em um momento de melhora nas relações entre Caracas e Washington, especialmente após a ascensão de Delcy Rodríguez à liderança interina da Venezuela.