Ações da Brava Energia caem 4,31% após proposta de aquisição da Ecopetrol gerando incertezas no mercado.

Brava cai 4% um dia após oferta da Ecopetrol; Morgan rebaixa BRAV3 para neutra

As ações da Brava Energia (BRAV3) apresentam queda nesta sexta-feira (24), um dia após a Ecopetrol divulgar uma proposta para adquirir o controle da petroleira. A oferta não despertou entusiasmo no mercado, gerando incertezas sobre os termos da transação e sobre o futuro da companhia sob a direção da estatal colombiana. Às 11h05, os papéis estavam em baixa de 4,31%, cotados a R$ 19,30.

O Morgan Stanley rebaixou sua recomendação para a Brava, passando de “overweight” para “equal-weight”, refletindo preocupações técnicas relacionadas à oferta de R$ 23 por ação. Segundo a análise do banco, esse valor deve atuar como um “teto” no curto prazo, restringindo o potencial de valorização dos ativos da empresa. O preço-alvo foi ajustado de R$ 28 para R$ 23, uma vez que se espera que os investidores não atribuam uma avaliação superior ao preço da proposta, dada a participação minoritária remanescente.

Além disso, o banco destacou a limitada possibilidade de sinergias e melhorias operacionais sob a nova estrutura proposta. Embora mantenha uma perspectiva favorável em relação aos ativos da Brava, o Morgan Stanley aplicou um desconto de 18% sobre o valor justo anterior, alinhando sua nova estimativa ao preço da oferta. Outro ponto relevante é a dúvida em torno do tag along, que é o direito dos acionistas minoritários de vender suas ações nas mesmas condições dos controladores em casos de mudança de controle.

O banco esclareceu que não haveria garantia de que o mecanismo do tag along seria integralmente estendido aos minoritários, devido à ausência de um controlador definido na Brava. Nesse contexto, a Ecopetrol se tornaria o novo controlador, o que pode dar origem a disputas, com acionistas minoritários possivelmente buscando a intervenção do regulador brasileiro.