Marcelo Gasparino se junta ao Conselho da Petrobras, defendendo reajuste dos combustíveis conforme o mercado internacional.

‘Petrobras não pode se privar de seguir preços de mercado’

O advogado Marcelo Gasparino, recentemente eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, se junta ao grupo que defende a necessidade de reajustes nos combustíveis, alinhados à volatilidade do mercado internacional. Em suas redes sociais, Gasparino comentou sobre a eleição de Guilherme Mello para a presidência do conselho, destacando que sua experiência como secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda pode ser crucial para superar os desafios atuais.

Gasparino enfatizou que a Petrobras precisa buscar rentabilidade e sustentabilidade, afirmando que a empresa não pode se abster de praticar preços de mercado. Ele observou que, em 2022, a companhia enfrentou dificuldades significativas, incluindo a queda de dois presidentes devido a decisões de reajuste de preços em um contexto de instabilidade global e eleições.

Neste ano, apesar das altas nos preços do petróleo, a Petrobras aumentou o preço do diesel em 11,6% em março, o que ficou abaixo das elevações observadas internacionalmente, enquanto o preço da gasolina permaneceu inalterado. Atualmente, a defasagem do preço do diesel nas refinarias da estatal é preocupante, chegando a 50%.

O Conselho da Petrobras apresenta uma divisão interna: acionistas minoritários defendem reajustes imediatos de preços, enquanto os indicados pela União buscam evitar a influência da volatilidade externa no mercado interno. Com a nova composição do conselho e a experiência de Mello, as discussões sobre os preços dos combustíveis devem ganhar intensidade, considerando o papel fundamental da Petrobras nas finanças do governo.