Economistas melhoram previsões para déficit primário e dívida pública do governo central até 2027.

Economistas melhoram projeções para déficit fiscal e dívida pública em 2026 e 2027

Economistas Revisam Projeções de Déficit e Dívida Pública no Brasil

Brasília, 15 de abril (Reuters) – Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda ajustaram suas expectativas para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, conforme divulgado no relatório Prisma nesta quarta-feira. A mediana da previsão para o déficit primário em 2026 recuou para R$59,019 bilhões, uma redução significativa em relação aos R$65,959 bilhões estimados em março. Para 2027, a expectativa segue na mesma tendência de melhora, passando de R$56,212 bilhões para R$50,359 bilhões.

O governo brasileiro pretende atingir um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e 0,50% em 2027. Essa meta, no entanto, exclui algumas despesas e conta com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O relatório também aponta uma leve queda na projeção da dívida bruta do governo, que deve ficar em 83,28% do PIB em 2026, contra 83,41% estimados anteriormente. Para 2027, a expectativa é de que a dívida atinja 86,60% do PIB, ligeiramente abaixo dos 86,75% indicados no relatório passado.

Em relação à arrecadação, as expectativas para a receita líquida também foram revistas para cima, prevendo-se R$2,537 trilhões em 2026 e R$2,682 trilhões em 2027. Por outro lado, a previsão dos gastos do governo central aumentou para R$2,597 trilhões neste ano e R$2,733 trilhões em 2027, refletindo um cenário fiscal complexo em meio a um ambiente econômico incerto.