Alta nas taxas de juros deve pressionar lucros dos bancos no Brasil no 1T26, destacando o Itaú como o mais resistente ao impacto.

quais bancões serão destaque na temporada do 1º tri?

As altas taxas de juros em vigor no Brasil devem impactar significativamente o setor bancário durante a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), segundo análise do Goldman Sachs. Os analistas preveem que o principal tema de debate será a deterioração do crédito, influenciada por um aumento do endividamento das famílias e condições desfavoráveis para o crédito ao consumidor. Além disso, esperam riscos relacionados a empréstimos corporativos e uma expectativa de piora nos empréstimos rurais, afetando especialmente o Banco do Brasil.

O Goldman Sachs projeta que o Itaú (ITUB4) esteja em uma posição relativamente protegida, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) estimado em 24,9% no 1T26. Outros bancos, como Santander Brasil e Bradesco, devem ver lucros menores, com o Bradesco enfrentando maiores desafios e a previsão de um resultado menos robusto. O Banco do Brasil, por sua vez, deve apresentar o desempenho mais fraco entre os grandes bancos, refletindo pressões em sua receita e altas provisões.

O Santander Brasil deve registrar um lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 4,0 bilhões, uma leve queda em relação ao trimestre anterior. Já o Itaú, embora tenha expectativas de crescimento modesto nos lucros, também poderá sofrer pressões devido a uma deterioração nas condições de crédito. O Bradesco, com seu lucro líquido estimado em torno de R$ 6,7 bilhões, evidenciará uma ligeira melhoria em comparação ao trimestre anterior, embora enfrentando desafios semelhantes.

O Banco do Brasil está projetado para passar por um trimestre difícil, com uma esperada queda de 30% nos lucros em relação ao trimestre anterior, afetado pela deterioração na qualidade de seus ativos e no crédito rural. Por outro lado, o BTG Pactual prevê resultados fracos para o setor, com pressão sobre margens financeiras e um ambiente econômico desafiador que poderá afetar os resultados no segundo trimestre também. A qualidade dos ativos continua como uma preocupação central, em um cenário já caracterizado por crescentes níveis de inadimplência.