Governo planeja medidas para reduzir endividamento, incluindo saque limitado do FGTS para pagamento de dívidas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou, em entrevista à Folha de S.Paulo, que a principal prioridade do governo é implementar medidas que ajudem a reduzir o endividamento da população. O foco está em estimular o crédito sustentável e possibilitar a renegociação de dívidas com juros menores. Entre as propostas em discussão, Durigan mencionou a liberação de um saque extraordinário limitado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que as pessoas possam quitar dívidas mais onerosas.
Durigan explicou que há duas iniciativas principais em análise relacionadas ao FGTS. A primeira diz respeito à correção do saque-aniversário com compromisso consignado, que pode resultar em uma devolução significativa, e a segunda é a possibilidade de liberar até 20% do saldo da conta individual para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos, representando a maior parte da população brasileira.
O ministro também comentou que, após o primeiro Desenrola e o início da redução da Selic em agosto de 2023, houve uma queda no endividamento. No entanto, ele alertou que, no final de 2024 e em 2025, a elevação dos juros pode novamente afetar as dívidas de famílias e empresas. Ele ressaltou que a estratégia para as medidas não implicará em gastos públicos diretos, mas sim em induzir instituições financeiras a refinanciar dívidas com condições melhores.
Durigan manifestou otimismo quanto aos descontos nas renegociações, esperando que esses abatimentos possam chegar a até 90%. A expectativa é que essas ações beneficiem mais de 30 milhões de pessoas, com impacto limitado e opcional sobre o FGTS, estimando-se um total em torno de R$ 7 bilhões.