Negociações entre Irã e EUA visam reabertura do Estreito de Ormuz, mas discordâncias persistem.

Mdia iraniana diz que EUA tm ‘exigncias excessivas’ sobre Estreito de Ormuz

A imprensa do Irã alega que os Estados Unidos impõem exigências consideradas excessivas nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, um importante canal para o transporte global de petróleo. As conversas entre os dois países iniciaram-se no último sábado, em Islamabad, Paquistão, com a presença de representantes paquistaneses. A Casa Branca e autoridades iranianas confirmaram a realização de encontros diretos, que já passaram por várias pausas e foram retomados para novas rodadas de diálogo.

A delegação dos EUA é liderada pelo vice-presidente JD Vance e inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. O Irã, por sua vez, chegou ao Paquistão com uma delegação de 70 pessoas, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O foco principal das conversações é a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã, em meio a um frágil cessar-fogo após uma guerra que resultou em milhares de mortes e afetou os mercados globais.

Os Estados Unidos exigem que o Irã desista de seus programas nuclear e de mísseis balísticos, enquanto Teerã solicita a retirada de forças americanas da região e reafirma seu direito ao enriquecimento nuclear. Além disso, o Irã demanda indenização pelos danos causados pelos ataques conjuntos de EUA e Israel e a liberação de ativos iranianos congelados.

Paralelamente, o ex-presidente Donald Trump afirmou, em suas redes sociais, que as Forças Armadas do Irã estavam sendo destruídas e que o processo de reabertura do Estreito de Ormuz havia começado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, caracterizou as negociações como um momento crucial para o país, ao mesmo tempo em que destacou a importância do cessar-fogo no Líbano.

A guerra, iniciada em fevereiro, resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e transformou-se em um conflito que contraiu a economia global e interrompeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. O preço do petróleo bruto Brent, por sua vez, disparou nos mercados internacionais, passando de aproximadamente US$ 70 para mais de US$ 119 por barril em certos momentos.