JPMorgan adota visão cautelosa e rebaixa recomendações para Frasle e Mahle, enquanto eleva Tupy e Iochpe-Maxion antes dos resultados do 1T26.

JPMorgan mantm cautela com autopeas e rebaixa Frasle e Metal Leve; aes reagem

O JPMorgan expressou um tom cauteloso em relação ao setor de autopeças, antecipando resultados do primeiro trimestre de 2026 que devem revelar novas quedas anuais nos volumes e indicadores financeiros da maioria das empresas, embora em uma intensidade menor do que no quarto trimestre de 2025. O banco revisou suas estimativas de receita, considerando condições macroeconômicas desafiadoras no Brasil, a valorização do real e possíveis impactos das tensões geopolíticas na demanda internacional.

Além disso, o JPMorgan rebaixou a recomendação da Frasle Mobility (FRAS3) para neutro, enquanto a Mahle Metal Leve (LEVE3) foi rebaixada para underweight, devido ao menor potencial de valorização e a expectativa de resultados fracos para o primeiro trimestre. O preço-alvo da Frasle foi ajustado de R$ 30 para R$ 29, enquanto o da Metal Leve subiu de R$ 43 para R$ 45. Na manhã de hoje, as ações da Mahle apresentavam queda de 4,38% e as da Frasle de 1,18%.

Por outro lado, o analista elevou a classificação de Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3) de underweight para equal-weight, com preço-alvo de R$ 18 e R$ 12,50, respectivamente. Essa mudança reflete sinais de recuperação no mercado de caminhões na América do Norte. A Tupy, em particular, poderá se beneficiar com melhora na percepção de governança após a saída de seu CEO.

A Marcopolo (POMO4) continua sendo a principal recomendação do banco no setor, com potencial de valorização de cerca de 40% e dividend yield estimado em até 12%. A recomendação de compra foi mantida, mas o preço-alvo foi reduzido de R$ 11 para R$ 9. A Randoncorp (RAPT4) também manteve a recomendação de compra, com preço-alvo passando de R$ 9 para R$ 8, destacando-se pela sua exposição ao ciclo do agronegócio e ao cenário de queda da Selic.