Ibovespa atinge novo recorde histórico, fechando aos 192.201 pontos, impulsionado pela melhora do cenário externo.

O Ibovespa registrou novas máximas históricas, impulsionado pela melhora no cenário externo após o cessar-fogo no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz. O índice subiu 2,09%, fechando a 192.201 pontos, após alcançar 193.759 pontos durante o dia, refletindo uma forte entrada de fluxo comprador. A alta foi puxada principalmente pelo setor bancário, enquanto as ações da Petrobras enfrentaram pressão devido à queda do petróleo.
Apesar desse alívio no mercado, o ambiente ainda gera cautela, visto que incertezas geopolíticas persistem e a volatilidade recente do petróleo pode impactar a inflação e a trajetória das taxas de juros. Do ponto de vista técnico, o Ibovespa mantém uma estrutura forte de alta, negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, com sinais de continuidade da tendência.
No curto prazo, o índice deve superar a máxima de 193.759 pontos para avançar em direção a novos alvos, como 195.815 e 200.000 pontos. Contudo, qualquer perda de força pode indicar correções, com suportes em 189.250 e 185.210 pontos, que, se quebrados, podem levar a novas mínimas em 180.975 e 175.050 pontos.
A trajetória do Ibovespa no médio prazo também demonstra uma tendência altista, mantendo-se acima das médias de 9 e 21 períodos. Com o Índice de Força Relativa (IFR) indicando sobrecompra, o risco de correções pontuais aumenta, mas sinais claros de reversão ainda não são evidentes.