Guerras resultam em perdas econômicas significativas e duradouras, aponta FMI.

Guerras geram perdas econômicas significativas e duradouras nos países afetados, com uma redução média de cerca de 7% na produção ao longo de cinco anos, conforme apontou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira. O estudo analisa o custo dos conflitos armados, que atualmente atingem níveis elevados desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e as implicações macroeconômicas dos crescentes gastos militares.
Em 2024, ano mais recente com dados disponíveis, mais de 35 países estavam em situação de conflito, afetando aproximadamente 45% da população global. O FMI destacou que, além do impacto humano devastador, as guerras impõem custos econômicos de longo prazo e criam desafios macroeconômicos significativos, especialmente nas nações onde os combates ocorrem. No entanto, países em conflito externo podem evitar danos diretos em seu território, mas normalmente prejudicam nações vizinhas e parceiros comerciais.
Os prejuízos na produção decorrentes de guerras persistem por mais de uma década e geralmente superam aqueles relacionados a crises financeiras ou desastres naturais, ressaltou o FMI. Em decorrência da guerra no Oriente Médio, a instituição planeja revisar suas previsões de crescimento global e aumentar as estimativas de inflação. O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apontou que a guerra resultará em um crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente da sua duração.
Além disso, o FMI observou que conflitos contribuem para a desvalorização da moeda, a perda de reservas internacionais e o aumento da inflação, à medida que os desequilíbrios externos acentuam o estresse econômico. O relatório completo com detalhes adicionais sobre o tema será publicado na próxima terça-feira.