Governo anuncia medidas para reduzir preços do diesel e do GLP em resposta à alta causada pela guerra no Irã.

Ministro da Fazenda anuncia novas subvenes sobre diesel e GLP e apoio a areas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou uma série de medidas econômicas em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis, impulsionado pela guerra no Irã. As novas iniciativas incluem subsídios para o óleo diesel, benefícios para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e apoio ao setor aéreo. Durigan detalhou que haverá uma redução de R$ 1,17 no preço do litro do diesel para importadores, com metade desse valor financiado pela União e a outra metade pelos Estados. Além disso, uma nova subvenção de R$ 0,80 será oferecida para produtores nacionais.

As medidas visam garantir o abastecimento e a importação de diesel em um regime especial, assegurando que os produtores nacionais também enfrentem menos custos. Em relação ao GLP, o objetivo é facilitar a importação e distribuição desse gás, que é essencial para famílias de baixa renda. Para o setor aéreo, o governo disponibilizará linhas de crédito através do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), além de isentar o PIS e Cofins sobre o querosene de aviação e biodiesel.

O ministro destacou que as medidas estão alinhadas com uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que serão financiadas por R$ 10 bilhões arrecadados com o Imposto de Exportação. Durigan afirmou que o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos da guerra e que as ações do governo são bem fundamentadas tecnicamente.

O primeiro pacote de ações para mitigar os efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis foi anunciado em março, com isenções tributárias e subsídios que totalizavam uma redução de R$ 0,64 por litro nas refinarias. Embora dois Estados ainda não tenham aderido à proposta de subvenção, Durigan expressou otimismo quanto à possibilidade de sua adesão futura.

Durante a coletiva de imprensa, onde Durigan esteve acompanhado dos ministros Bruno Moretti e Alexandre Silveira, foi ressaltada a expectativa de adesão completa ao subsídio, assim que a medida provisória for formalmente publicada. O ministro do Planejamento afirmou que o trabalho prévio do ministério garantiu um modelo viável para a implementação das medidas.