Tensão no Oriente Médio afeta mercados: petróleo sobe enquanto ações caem com ameaças militares de Trump ao Irã.

Os contratos futuros de ações nos Estados Unidos enfrentaram queda, enquanto o petróleo mostrou alta, após o ex-presidente Donald Trump renovar suas ameaças de intensificar a guerra no Irã. Essa movimentação levanta preocupações sobre o efeito no preço da energia e as perspectivas da economia global. Na abertura desta segunda-feira (6), os futuros do S&P 500 caíram 0,4%, enquanto o barril do Brent subiu cerca de 1%, alcançando aproximadamente US$ 110.
Trump anunciou que pretende atacar a infraestrutura iraniana se o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o escoamento de 20% do petróleo e gás global, continuar fechado. Na mesma ocasião, a Opep+ alertou para a possibilidade de danos duradouros aos ativos de energia na região, complicando ainda mais a já delicada situação do abastecimento de petróleo. Os ataques na região persistem, mantendo os preços do petróleo elevados, e a situação está atraindo a atenção dos investidores.
Além disso, a semana promete ser crucial para os mercados financeiros, com a expectativa para a divulgação do índice de inflação dos EUA na próxima sexta-feira. O aumento no preço da gasolina nos postos pode levar a um índice de preços ao consumidor (CPI) em março com alta de 1%, a maior desde o pico inflacionário pós-pandemia, em 2022.
Enquanto isso, o mercado de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) apresentou queda após a divulgação de dados de emprego que superaram as expectativas, levando a uma diminuição nas apostas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve. A economia criou 178 mil vagas em março, número que superou as previsões. No entanto, o cenário permanece incerto, com os contínuos conflitos no Oriente Médio potencialmente sinalizando uma guerra prolongada, afetando negativamente os ativos.