Irã responde a ameaças de Trump com alerta sobre consequências para a região e comércio global.

Autoridades iranianas reagem a ameaas de Trump

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, respondeu neste domingo (5) às ameaças de destruição feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ex-presidente americano afirmou que atacaria a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse liberado até a noite de terça-feira, 7. Qalibaf disse que as ações imprudentes de Trump poderiam levar os Estados Unidos a um “inferno” e que toda a região sofreria por conta das ordens recebidas de Israel.

Além disso, Qalibaf alertou que Trump não obterá sucesso por meio de “crimes de guerra” e que a solução real seria o respeito pelos direitos do povo iraniano e o término do jogo perigoso em curso. O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Velayati, advertiu que grupos aliados do Irã, que operam no Líbano, Iraque e Iémen, poderiam direcionar suas ações ao Estreito de Bab Al-Mandeb, considerando a importância estratégica dessa rota para o comércio global.

Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, porta-voz da presidência iraniana, afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz estaria condicionada ao retorno de parte das receitas do tráfego marítimo para compensar o Irã pelos danos da guerra. Já o comandante da Força Quds, Esmail Qaani, afirmou que os EUA e Israel devem esperar por novas surpresas, referindo-se a um incidente onde um piloto americano foi resgatado após o abate de seu avião no território iraniano.

A situação permanece tensa, com o Irã enviando alertas sobre as consequências que um eventual ataque poderá trazer para a segurança da região e para o comércio global.