Aeroportos na Itália impõem restrições de abastecimento de combustível, priorizando voos médicos e de Estado.

Milo, Veneza e Bolonha tm restrio de combustvel em aeroportos; voos so afetados

O setor aéreo na Itália está enfrentando dificuldades devido à escassez de combustível Jet A1, resultando em restrições nas operações em diversos aeroportos. Para gerenciar a situação, quatro terminais—Milo Linate, Veneza Marco Polo, Bolonha Guglielmo Marconi e Treviso—estão priorizando determinados voos. A medida foi adotada por conta da disponibilidade limitada de combustível, que levou à implementação de um sistema de prioridades no abastecimento.

Os voos médicos, de Estado e de longa distância têm preferência no abastecimento, enquanto outras operações estão sujeitas a restrições, incluindo um limite de 2.000 litros por aeronave. Essa estratégia deve permanecer em vigor até pelo menos 9 de abril, podendo ser revista conforme a normalização na cadeia de distribuição de combustível.

Os problemas logísticos que causaram a falta de combustível incluem atrasos no transporte e dificuldades operacionais, além dos impactos indiretos da guerra no Oriente Médio, que têm pressionado as rotas energéticas e encarecido a logística internacional. Como resultado, as companhias aéreas estão sendo forçadas a ajustar suas operações, o que pode acarretar mudanças de rota e a necessidade de reabastecimento em aeroportos alternativos.

Além dos desafios operacionais, os efeitos econômicos também estão sendo sentidos. A Ryanair, por exemplo, anunciou que pode haver um aumento nas tarifas após a Páscoa, refletindo os custos adicionais e as adequações necessárias na operação.