XP Investimentos mantém projeção otimista de 196 mil pontos para o Ibovespa até 2026, apesar da volatilidade global.

XP v Brasil bem posicionado e mantm projeo do Ibovespa a 196 mil no fim do ano

Em meio a um cenário internacional instável, a XP Investimentos acredita que o Brasil continua bem posicionado entre os mercados emergentes. A instituição manteve a projeção de 196 mil pontos para o Ibovespa até o final de 2026, conforme análise divulgada em seu relatório Raio-XP. Os estrategistas Fernando Ferreira e Raphael Figueredo indicam que a recente escalada do conflito no Oriente Médio causou volatilidade global, pressionando bolsas e elevando os preços do petróleo para acima de US$ 100 o barril.

Apesar desse cenário desafiador, os ativos brasileiros mostraram desempenho relativamente resistente, impulsionados por significativas entradas de capital estrangeiro e pela expressiva exposição do índice ao setor de energia. A XP menciona que o Brasil possui características que favorecem a atração de investimentos em tempos de estresse geopolítico, como um baixo risco no setor, valuations atraentes e uma acentuada participação de empresas ligadas a commodities.

A análise ainda apontou que as projeções de lucros estão em alta e que as eleições se aproximam como fatores que reafirmam o destaque do Brasil. O Ibovespa, segundo a XP, está negociando com um desconto relevante em comparação a outros mercados emergentes, com uma relação preço-lucro de 9,3 vezes, que representa cerca de 19% menos em relação a outros emergentes e 45% em comparação ao MSCI ACWI.

No entanto, o relatório ressaltou preocupações em relação à inflação e à taxa de juros, especialmente devido à permanência dos preços do petróleo em níveis elevados, que podem pressionar as expectativas inflacionárias e limitar o ciclo de cortes da Selic. Apesar disso, a XP mantém a expectativa de que o Brasil está em um regime de queda da inflação e dos juros, historicamente favorável para a renda variável.

Nesse contexto, a XP reafirma que, mesmo com a volatilidade no curto prazo, as perspectivas estruturais para a bolsa brasileira continuam positivas, o que justifica a manutenção da projeção otimista para o Ibovespa até 2026.