Petróleo Brent cai após declarações do presidente do Irã sobre possível fim da guerra.

Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em junho sofreram uma queda de mais de US$ 3 nesta terça-feira, após relatos não confirmados de que o presidente do Irã estaria disposto a encerrar a guerra, contanto que algumas garantias fossem oferecidas. O contrato para maio, que expirou hoje, estava a caminho de um ganho mensal recorde, mas a liquidez diminuiu com os investidores transferindo suas posições para o contrato de junho, que se tornou mais líquido. O fechamento do Brent para junho foi de US$ 103,97 por barril, uma queda de US$ 3,42.
No lado positivo, os contratos futuros do Brent para maio fecharam em alta de US$ 5,57, com um aumento de 4,94%, atingindo US$ 118,35 por barril. Por outro lado, os contratos futuros do petróleo dos EUA registraram uma queda de US$ 1,50, ou 1,46%, fixando-se em US$ 101,38. O Brent teve um ganho mensal recorde de 64% em março, enquanto o West Texas Intermediate teve um aumento de cerca de 52%, o maior desde maio de 2020.
A escalada da guerra no Irã e ataques à infraestrutura de energia no Golfo impactaram severamente o fornecimento de petróleo e gás. Segundo uma pesquisa da Reuters, a produção da Opep caiu para 21,57 milhões de barris por dia em março, o menor nível desde junho de 2020. O mercado, que teve oscilações ao longo do mês, viu quedas sempre que declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriam uma redução nas operações militares.
Analistas afirmam que a alta dos preços do petróleo, agora acima dos US$ 100 por barril, é impulsionada menos por novas interrupções e mais pela expectativa sobre a resposta da oferta. Aumenta a vulnerabilidade do mercado a um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, caminho estratégico para a passagem de um quinto do petróleo e gás mundiais, o que poderia levar a uma escassez física de petróleo em uma escala mais ampla.