Conflito EUA-Irã e Israel se intensifica, enquanto medições de paz são discutidas pelo Paquistão.

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos, além de Israel, completa dois meses sem uma perspectiva clara de acordo de paz. Enquanto isso, tanto os ataques quanto as respostas militares aumentam. Os Estados Unidos deslocaram milhares de paraquedistas para o Oriente Médio e o presidente Donald Trump ameaçou atacar poços de petróleo na Ilha de Kharg, crucial para as exportações iranianas, caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz. Trump ainda afirmou que o domingo (29) foi um dia significativo, com vários alvos destruídos no Irã.
Israel, por sua vez, intensificou seus bombardeios em Teerã e lançou ataques no Líbano, recomendando a evacuação de seis vilas no sul do país sob a justificativa de combater o Hezbollah. O Irã respondeu com mísseis direcionados a Israel e países árabes aliados dos Estados Unidos, além de pressionar os houthis do Iémen para se prepararem para novas ofensivas no Mar Vermelho. O Paquistão, já mediador informal, oficializou sua oferta de intermediar conversas entre os Estados Unidos e o Irã, sugerindo um encontro entre representantes de ambas as partes.
Apesar das dificuldades nas negociações, que o Irã classifica como irrealistas, autoridades norte-americanas afirmam que o diálogo continua nos bastidores. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou as declarações dos líderes dos EUA, chamando a situação de uma “grande ironia”. Em um contexto de crescente tensão, a OTAN anunciou a interceptação de um míssil balístico lançado do Irã em direção à Turquia e reafirmou seu compromisso de defesa aos aliados, em meio a críticas dos Estados Unidos sobre a postura da aliança.
O impacto do conflito já é sentido no preço do petróleo, com a commodity subindo significativamente e o Brent se aproximando de um aumento mensal recorde. Especialistas afirmam que, apesar de o Irã estar militarmente enfraquecido, o controle sobre o Estreito de Ormuz permanece firme. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o senador Marco Rubio demonstraram otimismo em relação à futura reabertura do estreito, enquanto o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, assegurou que não há motivo para preocupação com o fornecimento de combustíveis.