TJ-RJ anula eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj, criando incertezas na sucessão do governo do Rio.

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Em um novo capítulo das incertezas na sucessão da presidência do Palácio Guanabara, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anulou, nesta quinta-feira (26), a sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que elegeu Douglas Ruas (PL) como novo presidente. Caso a votação fosse validada, Ruas teria se tornado o terceiro governador do estado nos últimos quatro dias.

A decisão proferida pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que está como presidente em exercício do tribunal, manteve o juiz Ricardo Couto à frente do TJ-RJ até que a Justiça Eleitoral tome uma posição sobre o imbróglio jurídico após o afastamento do deputado Rodrigo Bacellar (União-RJ) da presidência da Alerj. Com isso, os parlamentares poderão eleger um novo presidente ou aguardar a eleição indireta para abril.

Os caminhos a serem seguidos podem ser diversos. Isso porque Bacellar foi condenado junto com o ex-governador Cláudio Castro e o ex-vice-governador Thiago Pampolha por abuso de poder político, econômico e pela captação ilícita de recursos durante as eleições de 2022. A ministra Cármen Lúcia, do TSE, determinou a cassação do mandato de Bacellar, além de solicitar a retotalização dos votos daquela eleição, que pode alterar a composição da Alerj.

Na ocasião, Douglas Ruas foi eleito com 45 votos dos 46 parlamentares presentes em uma votação controversa, convocada sem aviso prévio, conforme Protestos da oposição. O presidente interino da Casa, Guilherme Delaroli (PL), pautou a votação apenas três horas antes da eleição, o que trouxe questionamentos sobre a validade do processo. A anulação da eleição gerou mais instabilidade no processo legislativo do estado.