ISA Energia e AXIA trocam ativos de transmissão, simplificando estruturas e aumentando receitas.

como troca de ativos foi operao ganha-ganha entre companhias

Na quinta-feira (19), a ISA Energia (ISAE4) e a AXIA Energia (AXIA3, AXIA6) anunciaram uma troca de ativos no setor de transmissão de energia. O movimento, que ocorreu após o fechamento do mercado, foi interpretado como um sinal positivo para ambas as empresas, gerando expectativas de ganhos. Segundo análise do Morgan Stanley, essa operação simplifica as estruturas corporativas e aumenta a visibilidade dos fluxos de caixa.

Como parte do acordo, a AXIA Energia irá consolidar 100% de sua participação na IE Garanhuns, enquanto a ISA Energia fará o mesmo com a IE Madeira, além de pagar R$ 1,2 bilhão à AXIA. Para os analistas, a troca se revela especialmente benéfica para a ISA Energia em termos operacionais e de avaliação, contribuindo para a geração de valor, com impactos limitados em sua alavancagem.

Com um projeto que se estenderá até fevereiro de 2039, a troca deve aumentar em 15% a Receita Anual Permitida (RAP) da ISA. O custo implícito da transação foi estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão, um valor abaixo das previsões iniciais, sugerindo uma valorização de aproximadamente R$ 0,60 por ação, elevando o preço-alvo para R$ 22 por ação.

Além disso, a ISA Energia anunciou um período de conversão de ações ordinárias (ISAE3) em ações preferenciais (ISAE4), com essa operação já aprovada pela AXIA. Após a conclusão da transação, a AXIA passará a deter aproximadamente 162 milhões de ações preferenciais da ISA, avaliada em cerca de R$ 4,6 bilhões.

Embora a análise do Ita BBA considere a troca como um avanço estratégico para a AXIA no fortalecimento de seu portfólio, a avaliação é neutra em termos de Valor Presente Líquido (NPV) para a empresa. Por outro lado, a avaliação é levemente positiva para a ISA Energia.