Hapvida registra forte volatilidade das ações após resultados do 4T25, com alta de 14,98% após queda histórica.

A Hapvida (HAPV3) voltou a ser destaque no mercado após grande volatilidade nas ações, especialmente depois da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) na última quinta-feira (19). As ações da empresa registraram uma expressiva alta de 14,98%, fechando a R$ 9,44, após terem alcançado uma mínima histórica de R$ 7 durante a mesma sessão, representando uma queda de 14,74%.
A recuperação das ações foi impulsionada pela apresentação de executivos em teleconferência, onde reafirmaram a confiança na reestruturação e racionalização operacional da empresa. A administração anunciou uma estratégia focada em reacelerar o crescimento da receita, controlar custos e proteger o NPS, indicador de satisfação dos clientes. No entanto, o Ita BBA aponta que a movimentação não pode ser explicada apenas pelos fundamentos, sugerindo que houve um elemento técnico, como um short squeeze, influenciando o aumento das ações.
O banco destaca ainda a necessidade de ajustes para fortalecer a operação em 2026, mencionando erros de execução em 2025 e apresentando um diagnóstico mais claro sobre ineficiências. A nova estratégia será regionalizada, concentrando esforços no Sudeste e Sul, enquanto as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuarão a ser vistas como pilares fortes. A companhia também planeja revisar sua base de ativos e operacionais, incluindo o fechamento de unidades deficitárias.
Financeiramente, a Hapvida não deve enfrentar pressão imediata, com um potencial de operações de sale-leaseback que pode acelerar a desalavancagem. Entretanto, a empresa deve enfrentar multas significativas nos dois primeiros trimestres de 2026, relacionadas a pendências com a ANS. Apesar dos desafios, a companhia vê oportunidades de eficiência em custos administrativos e tecnologia, buscando melhorias nas operações e a automação de processos.
O Ita BBA manteve a recomendação de ‘market perform’ (desempenho em linha com a média do mercado) para HAPV3, estabelecendo um preço-alvo de R$ 15.