Diretor do Fed admite considerar cortes nas taxas de juros, mas destaca preocupações com a inflação devido à alta do petróleo.

O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, revelou que considerou a possibilidade de apoiar uma redução nas taxas de juros durante a reunião de março, especialmente após a divulgação do fraco relatório de emprego de fevereiro. No entanto, ele ponderou que a inflação voltou a ser uma preocupação significativa, especialmente devido às pressões inflacionárias geradas pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Waller destacou que um aumento persistente nos preços do petróleo pode impactar a inflação subjacente, ressaltando que um choque petrolífero elevado não pode ser ignorado pelo Fed.
Em entrevista à CNBC, Waller expressou sua preocupação com os efeitos prolongados das tarifas, avisando que, se esses efeitos não diminuírem até o segundo semestre, a situação econômica poderá se complicar. Apesar disso, ele observou que os mercados ainda não mostram sinais de desancoragem nas expectativas inflacionárias e que, uma vez superado o impacto das tarifas, é provável que a inflação comece a desacelerar.
Waller também comentou que o Fed está avançando no controle da inflação, que está próxima da meta de 2%, mas mantém-se elevada em função das tarifas. Ele enfatizou a necessidade de cautela nas decisões futuras, mas ressaltou que isso não implica necessariamente em manter as taxas de juros inalteradas para o restante do ano. O dirigente indicou que pode reconsiderar a defesa por cortes de juros mais adiante, caso a força do emprego continue a se mostrar fraca.