Governo toma medidas para evitar paralisação de caminhoneiros em meio à alta do diesel.

Alckmin descarta greve e governo aposta em pacote para conter diesel

O governo federal busca mitigar a tensão no setor de transportes em meio ao aumento do preço do diesel. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou que não vê justificativa para uma paralisação nacional de caminhoneiros, apesar da mobilização da categoria em várias regiões do país. Alckmin enfatizou que o governo já tomou medidas antecipadas e considera que elas são suficientes para amortecer o impacto da alta do petróleo.

As ações recentes incluem a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores. Segundo o vice-presidente, essas medidas visam evitar desabastecimento e aliviar a pressão sobre o preço final para o consumidor, com um custo estimado de R$ 30 bilhões.

Entretanto, representantes dos caminhoneiros já deliberaram a favor de uma paralisação, discutindo até a definição de uma data. As principais queixas envolvem que o recente aumento promovido pela Petrobras anulou os efeitos das medidas do governo, além de problemas com a aplicação do piso mínimo do frete e a dificuldade de absorver custos operacionais crescentes.

No cenário mais amplo, a crise nos combustíveis está também associada à perda de instrumentos de regulação após a venda de ativos da Petrobras, como refinarias e a BR Distribuidora. Durante um evento, integrantes do PT debateram a criação de uma nova empresa pública de distribuição de combustíveis como alternativa às restrições impostas pela privatização da BR. No Congresso, parlamentares da base governista estão articulando a formação de uma frente em defesa da reestatização da antiga BR Distribuidora, agora denominada Vibra Energia, considerandos os combustíveis como questão estratégica nacional.