Greve de trabalhadores da JBS nos EUA provoca inquietação no setor e impacta mercado de gado.

unidade da JBS nos EUA entra em greve – e pode aliviar preos do gado

A JBS enfrenta novos desafios operacionais nos Estados Unidos após a greve de trabalhadores da unidade de Greeley, Colorado, que teve início na segunda-feira (16). O movimento foi convocado pelo sindicato UFCW Local 7, motivado por impasses em negociações sobre reajustes salariais e condições de trabalho. Esta unidade é uma das maiores do país, com capacidade para abater 6 mil cabeças de gado diariamente, representando cerca de 5% da capacidade total norte-americana.

O fechamento de uma unidade da Tyson e a redução de turnos em Amarillo contribuíram para uma queda de 11% na capacidade do mercado nos últimos seis meses, de acordo com análises do banco Goldman Sachs. Com a oferta restrita de gado e uma utilização de capacidade baixa, os preços do gado devem receber um impulso positivo, trazendo um alívio ao setor.

As ações da Tyson reagiram positivamente à greve, subindo 3%, enquanto as da MBRF mantiveram-se estáveis. Os cálculos do Goldman estimam que a JBS pode sofrer perdas de cerca de US$ 410 mil por dia devido ao movimento grevista. Apesar do impacto até agora, a empresa informou que muitos funcionários continuam trabalhando e ajusta temporariamente sua produção.

Além do desabastecimento provocado pela greve, a JBS enfrenta riscos adicionais, como a volatilidade cambial e possíveis embargos de exportação. As ações da empresa fecharam em alta de 1%, com analistas recomendando a compra, estabelecendo um preço-alvo de US$ 20,50, além de R$ 105 para os BDRs.