Goldman Sachs atualiza recomendações para a Cosan após resultados e reestruturação, mantendo previsão de preço-alvo em R$ 5,80.

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Após a Cosan (CSAN3) divulgar seus resultados trimestrais, o Goldman Sachs revisou suas expectativas para a empresa, mantendo a recomendação neutra e o preço-alvo em R$ 5,80. Na manhã de hoje, as ações da companhia apresentavam alta de 3,67%, cotadas a R$ 5,93. O banco ressaltou que a Cosan está passando por uma reestruturação, incluindo a venda de ativos não essenciais e um foco na redução da dívida da holding.

Recentemente, novos fatores têm gerado interesse entre investidores, como o plano de reestruturação financeira da Razen (RAIZ4) e a possibilidade de venda da participação da Cosan na Rumo (RAIL3), além da expectativa de um IPO da Compass. Apesar dos avanços na gestão de passivos, o Goldman Sachs observa que a Cosan ainda negocia com um desconto de holding de aproximadamente 17%, considerado equilibrado em relação ao risco e ao retorno.

O desempenho das ações da Cosan está interligado às taxas de juros no Brasil e ao futuro político do país, com eleições presidenciais programadas para outubro de 2026. O Goldman Sachs acredita que uma mudança para uma administração mais favorável ao mercado pode impactar positivamente a queda nas taxas de juros, beneficiando a empresa. Além disso, a administração reiterou seu compromisso em continuar reduzindo a dívida da holding, que somava cerca de R$ 10 bilhões no quarto trimestre de 2025.

Com relação às operações da Razen, a empresa solicitou uma reestruturação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívida bruta. O Goldman Sachs alerta que, caso a Cosan não participe de um possível aumento de capital, sua participação na Razen, atual de 44%, pode ser diluída. A empresa também enfrenta incertezas em relação à precificação nos próximos trimestres e limitações de expansão, projetando um crescimento modesto de 3% no EBITDA para 2026.