EUA autorizam venda de fertilizantes venezuelanos para mitigar crise de oferta durante a guerra no Oriente Médio.

Trump autoriza Venezuela a vender fertilizantes, por causa da guerra

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, autorizou a Venezuela a vender fertilizantes e produtos petroquímicos para empresas americanas, uma movimentação que visa flexibilizar sanções em meio à crescente demanda global por nutrientes. A medida foi publicada nesta sexta-feira em documentos do Departamento do Tesouro e busca reintegrar gradualmente a Venezuela ao mercado de energia, principalmente após a captura do presidente Nicolás Maduro em janeiro pelas forças americanas.

Com o início da primavera no hemisfério norte, agricultores dos EUA estão em busca de garantir a oferta de fertilizantes, especialmente amônia e ureia, produtos que a Venezuela já exportou amplamente. O conflito no Oriente Médio, particularmente a guerra entre os EUA e o Irã, tem impactado a disponibilidade desses produtos, o que gerou uma alta de 28% nos preços da ureia apenas em Nova Orleans, conforme dados da Bloomberg Green Markets.

A nova autorização exige que as empresas que desejam comprar produtos venezuelanos solicitem uma licença ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Além disso, o Departamento do Tesouro também emitiu uma licença para a reconstrução da rede elétrica na Venezuela, um passo importante para revitalizar o setor de petróleo, que tem enfrentado desafios e gestão inadequada.

Embora a Pequiven, estatal petroquímica da Venezuela, ainda produza e exporte pequenas quantidades de amônia e ureia, a infraestrutura do setor petroquímico e petrolífero local ainda precisa de investimentos significativos para retomar a produção em níveis anteriores. Assim, enquanto a medida é vista como um caminho para reduzir a dependência de fertilizantes de outros países, o potencial de retorno da Venezuela como grande exportador no curto prazo é incerto.