Bolsas de Nova York fecham em baixa, com temores sobre inflação e guerra no Oriente Médio.

As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira, 13, em queda, resultando em uma semana negativa para os índices principais, em meio a uma aversão ao risco. A continuidade do conflito no Oriente Médio intensifica as preocupações quanto ao aumento dos preços do petróleo, impactando as perspectivas para a economia global. Além disso, a inflação elevada gera expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve, levando à postergação de cortes nas taxas de juros. O banco central americano tem uma reunião agendada para a próxima semana, e a manutenção das taxas é amplamente esperada.
No fechamento da bolsa, o Dow Jones registrou uma diminuição de 0,25%, somando 46.559,83 pontos. O S&P 500 caiu 0,61%, encerrando a 6.632,21 pontos, enquanto o Nasdaq teve um recuo de 0,93%, terminando em 22.105,36 pontos. No acumulado da semana, o Dow teve uma queda de quase 2%, o S&P perdeu 1,6% e o Nasdaq recuou 1,26%. Apesar desse cenário, o S&P 500 permanece a menos de 5% de seu pico registrado em janeiro.
Analistas do banco Barclays ajustaram suas previsões para cortes de juros do Fed, adiando projeções de junho para setembro e de dezembro de 2026 para março de 2027. A expectativa agora é que o banco central realize apenas um corte de 25 pontos-base este ano e outro no próximo. Essa revisão se deve, em grande parte, a uma elevação na previsão do índice de preços de gastos com consumo, além de riscos inflacionários crescentes associados à guerra.
Entre as ações que se destacaram pela negativa, a Adobe viu seus papéis caírem 8% após a notícia da renúncia de seu CEO, apesar de um balanço trimestral melhor do que o esperado. A varejista Ulta Beauty também sofreu, com perdas de 14,2% em reação a seus resultados corporativos.