Analistas revisam perspectivas da Embraer após resultados do quarto trimestre, destacando demanda forte e crescimento potencial

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Após a divulgação do balanço do quarto trimestre e das projeções para 2026, os analistas de grandes instituições financeiras, como Goldman Sachs, JPMorgan e XP Investimentos, atualizaram suas avaliações sobre a Embraer (EMBR3). Na sexta-feira, as ações da empresa recuaram cerca de 8%, liderando as perdas no Ibovespa. Às 11h52, os papéis eram cotados a R$ 78,95, com uma queda de 1,48%.

O Goldman Sachs mantinha uma visão positiva sobre a companhia, ressaltando o forte aumento da demanda e a ampliação da participação de mercado em seus quatro segmentos. O banco acredita que a robusta carteira de pedidos deve sustentar um crescimento de receita de dois dígitos no médio prazo e destacou melhorias nas margens operacionais. A recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 80 por ADR foram reiterados pelo Goldman.

O JPMorgan, por sua vez, incluiu em seu guidance a premissa de tarifas de importação de 10% nos EUA, mesmo após a suspensão dessas medidas. Se essas tarifas forem zeradas, a margem EBIT da Embraer pode ser superior aos estimates oficiais. Apesar da recente volatilidade nos preços das ações, o JPMorgan vê o papel como atraente em comparação a concorrentes globais e reiterou a classificação de “overweight”, com preço-alvo também definido em US$ 80 por ADR.

A XP Investimentos considerou que o guidance fornecido pela Embraer ficou um pouco abaixo das expectativas do mercado, mas ainda está em linha com suas próprias estimativas. A corretora destacou que a previsão de fluxo de caixa livre deve ultrapassar US$ 200 milhões e ressaltou o potencial de crescimento médio prazo, especialmente se as tarifas forem abolidas. As conversas sobre parcerias nos EUA ou na Índia podem continuar a trazer novos pedidos para a empresa.