Lula destaca urgência no combate ao feminicídio e anuncia medidas para apoiar mulheres no Brasil.

No podemos nos conformar com homens matando mulheres, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em cadeia nacional neste sábado (7), para homenagear o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Em seu discurso, ele destacou a necessidade urgente de combater o feminicídio, que alcançou a média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia em 2025, com um feminicídio a cada seis horas no Brasil. Lula ressaltou que esses casos são frequentemente resultado de violências diárias e que a maior parte ocorre no ambiente doméstico.

O presidente lembrou que, apesar do aumento das penas para o feminicídio, homens continuam a agredir e matar mulheres no país. Ele se mostrou inconformado e questionou que futuro poderia existir em uma sociedade onde a violência contra as mulheres é tão prevalente. Para enfrentar essa situação, Lula citou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que envolve ações do Executivo, Legislativo e Judiciário, como um mutirão do Ministério da Justiça para prender mais de 2 mil agressores.

Lula também abordou a necessidade de eliminar a escala 61 de trabalho, que exige que as pessoas trabalhem seis dias com apenas um de descanso, enfatizando como essa jornada afeta especialmente as mulheres, que muitas vezes acumulam uma dupla jornada. O presidente afirmou que é essencial avançar na proposta para proporcionar mais qualidade de vida e tempo para as famílias.

O pronunciamento incluiu menções a iniciativas já em funcionamento que visam beneficiar as mulheres, como o programa de distribuição gratuita de absorventes e medidas fiscais. Por fim, Lula anunciou a implementação do ECA Digital, que entrará em vigor no dia 17 de março, visando proteger crianças e adolescentes contra conteúdos impróprios nas plataformas digitais. Ele destacou que o Brasil deve ser um país onde as mulheres possam viver com segurança e liberdade.